Perguntas mais frequentes

O que é o CBCDG?

O CBCDG (Central Bank Counterfeit Deterrence Group / grupo de dissuasão da contrafação dos bancos centrais) é um grupo constituído por 32 bancos centrais e entidades envolvidas na produção de notas, criado a pedido dos governadores dos bancos centrais do G10. Tem como missão investigar as ameaças comuns passíveis de afetar a segurança das notas e propor soluções que possam ser implementadas pelas autoridades emissoras.

O CBCDG promove e disponibiliza tecnologias que impossibilitem a utilização de equipamento digital na contrafação de moeda.

São 32 os membros do grupo, que inclui o Banco Central Europeu e os bancos centrais dos seguintes 31 países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Canadá, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça e Turquia.

Os governadores do G10 representam os bancos centrais dos seguintes 11 países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Países Baixos, Reino Unido, Suécia e Suíça.

Por que razão o CBCDG combate a contrafação de moeda?

A contrafação de moeda é crime. As notas falsas ou contrafeitas não têm qualquer valor.

Embora, para a sociedade, os prejuízos económicos globais decorrentes da contrafação de moeda sejam, geralmente, limitados, as vítimas mais afetadas são indivíduos e empresas, já que quem aceita notas falsas ou contrafeitas não é reembolsado. A contrafação pode também afetar negativamente a confiança na moeda como meio de pagamento, fazendo com que o público se mostre reticente em aceitar transações em numerário.

Para impedirem a contrafação os bancos centrais concebem e emitem notas devidamente protegidas e, para limitarem os prejuízos que os indivíduos e empresas podem sofrer ao aceitarem contrafações, informam o público sobre essas notas.

O que é que o CBCDG faz para reduzir os efeitos da contrafação de moeda?

As tecnologias anticontrafação promovidas pelo CBCDG impossibilitam a contrafação por meios digitais e, ao impedirem a produção de notas contrafeitas, reduzem os prejuízos para os indivíduos e empresas passíveis de as aceitarem.

O que é o CDS?

O CDS (Counterfeit Deterrence System / sistema de dissuasão de contrafação) consiste num conjunto de tecnologias anticontrafação que impedem os computadores pessoais e as ferramentas de digitalização de imagens de captarem e reproduzirem imagens de notas protegidas. Impossibilita a reprodução não autorizada de notas e protege os indivíduos e as empresas de prejuízos por aceitação de notas falsas ou contrafeitas.

O CDS permite às autoridades violarem a privacidade dos consumidores?

Não. O CDS foi concebido simplesmente para impedir que computadores pessoais e ferramentas de digitalização de imagens sejam utilizados na reprodução não autorizada de notas. O CDS não tem capacidade para detetar e localizar os utilizadores de computadores pessoais ou de ferramentas de digitalização de imagens. Os testes realizados por terceiros independentes confirmam que o CDS não afeta de modo algum a privacidade dos indivíduos.

O CDS interfere com a operacionalidade dos produtos informáticos?

Os consumidores não notarão qualquer diferença no desempenho de dispositivos informáticos equipados com CDS. Representantes do CBCDG trabalham em estreita cooperação com os fabricantes de hardware e software, para assegurarem que não haja qualquer impacto percetível no desempenho dos seus produtos.

Quais foram os fabricantes que adotaram o sistema CDS?

Os fabricantes de hardware e software líderes no mercado adotaram voluntariamente o CDS por reconhecerem que a contrafação de moeda pode acarretar prejuízos para os seus clientes e para o público em geral.

O CDS é necessário porquê?

Se bem que a utilização de computadores pessoais e de ferramentas de digitalização de imagens na contrafação de moeda varie de país para país, os avanços tecnológicos tornam a contrafação mais fácil do que no passado. Embora os níveis globais de moeda contrafeita permaneçam baixos, o CBCDG esforça-se não só por impedir a utilização da tecnologia digital na contrafação, como também por proteger a segurança da moeda.

O CDS torna as notas seguras?

A segurança das notas é obtida, por um lado, pela incorporação nas notas de elementos de segurança complementares e, por outro, pela verificação, por parte do público, das características de segurança visíveis. As autoridades emissoras dos diferentes países adotaram um programa de dissuasão da contrafação e são responsáveis pela definição dos elementos de segurança mais apropriados para as respetivas notas. O CDS é uma das medidas de proteção que as autoridades emissoras podem utilizar para impedirem a contrafação por meios digitais.

Será criada legislação sobre a utilização de tecnologias anticontrafação em computadores pessoais?

Vários países estão a considerar a possibilidade de introduzirem legislação, preferências em matéria de aquisições, assim como restrições à importação. Para mais informações, consultar os órgãos legislativos dos diferentes países.